Não financie um imóvel antes de conferir 5 dicas úteis que o ajudaram

Com as taxas de juros caindo a níveis históricos, quem estava prestes a comprar casa própria agora vê a meta mais perto de ser cumprida.

Porém, acima de tudo, é importante que o consumidor esteja atento aos custos e aos detalhes dos procedimentos para poder tomar a decisão mais correta e planejada e não transformar um sonho em pesadelo.

De taxas a custos adicionais, aqueles que buscam financiamento precisam entender como funcionam as hipotecas para não fechar um mau negócio ou pagar por coisas de que não precisam no futuro. Neste conteúdo apresentamos 5 coisas de ouro que você deve saber antes de financiar seu imóvel.

Sugestão de leitura: Cuidados essenciais ao contratar um empréstimo online: Saiba como se prevenir de golpes

Fique sempre de olho no CET

Nunca se esqueça de verificar o Custo Efetivo Total (CET) que você vai realmente pagar pela operação de financiamento. Inclui, além de taxas, outros custos operacionais, como taxas e seguros obrigatórios. Um banco pode ter taxas de juros mais baixas, mas uma CET mais alta do que outro.

Em última análise, a CET conta porque ditará o preço de suas parcelas. Sempre compare a CET de um banco com a de outro antes de fechar o negócio.

As taxas de juros não são iguais para todo mundo

As taxas de juros não variam apenas de banco para banco. Eles também variam de pessoa para pessoa.

Vale ressaltar que as taxas mínimas anunciadas pelos bancos estão reservadas para determinados clientes. Essa taxa mínima que vemos anunciada “a partir de” varia por pessoa, histórico de crédito, renda mensal, segurança no emprego e o que os bancos chamam de “relacionamento bancário”.

Desta forma, o banco define o perfil de risco que você oferece e que taxa irá negociar no seu caso. Sempre pesquise bem antes de assinar qualquer contrato. Muita das vezes, o banco que oferece a melhor taxa de juros do mercado pode não oferecer as melhores condições para você.

Idade interfere no valor final do financiamento?

A idade afeta o valor das parcelas de duas maneiras. A primeira se deve a um dos seguros obrigatórios, o MIP (Morte e Invalidez Permanente). As seguradoras entendem que um idoso pode ter pior saúde do que um jovem, é mais provável que morra ou fique gravemente doente e não consiga pagar a hipoteca.

Outro motivo pelo qual as taxas são mais caras para os idosos é o princípio do limite de idade para financiamento, cálculo que leva em conta a expectativa média de vida do brasileiro médio (76 anos).

Assim, a idade do tomador mais o prazo do financiamento não podem ultrapassar 80 anos e seis meses. Portanto, a idade de 80 anos é o limite para completar o pagamento da sua dívida.

Portanto, uma pessoa que deseja obter um empréstimo de 35 anos deve ter no máximo 45 anos. Caso contrário, o tempo de financiamento terá que ser reduzido para 30 anos, 20 anos e assim por diante. As taxas geralmente aumentam com financiamento mais curto.

Portabilidade de crédito

Você deve saber que, como tomador, você tem o direito de transferir sua dívida de um banco para outro, desde que o outro ofereça melhores condições, como uma taxa de juros mais baixa. Por uma questão de portabilidade, o prazo não pode ser prorrogado e a dívida não pode ser aumentada.

Note todos os custos

Não se esqueça de considerar custos como taxas de avaliação de imóveis e imposto de transferência de imóveis, que geralmente variam de município para município e rondam os 3% do valor do imóvel.

Este é o preço que deve ser calculado ao listar a propriedade e determinar quanto você pagará à vista. Embora alguns bancos permitam que esse imposto seja incorporado ao financiamento, isso significa que você terá que pagar taxas de juros mais altas no final do prazo.